O encontro das mãos
O rubor do rosto
O riso abafado
O olhar disfarçado
Precede o beijo
Beijo, o leve inclinar da cabeça
O sutil fechar dos olhos
Os lábios umidecidos
Com um ar convidativo
De quem veio para ficar
Beijo, beijo
Que roba o ar dos pulmões
Que traz o sabor do batom
O fluxo da saliva
E a voracidade da lingua
O carinho dos abraços
Colados, calados
A pele que arrepia
O estalo que indica
O querer mais
(Filipe Bruno)
Voltei!!!! Abraços!!!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Sentimentos Corrompidos
Há algum tempo eu tenho vivído o conflito no meu HD mental. Vou tentar explicar!!!
Não sou o cara que ama todas as mulheres que conhece, porém, cada uma me desperta sensações estranhas. Essa estranha atração que sinto é muito confusa pois não é algo que deva acontecer. Depois de um inferno psicológico que vivi a exatos 5 anos, eu tive que dar uma realçada nas minhas ações sobre relacionamentos. Digo hoje que muitas coisas não mudaram. Mas se as coisas não mudam na sua vida, você aprende a lidar com os problemas de outra forma e até se proteger melhor.
Nesse momento em que escrevo meu post, tenho na cabeça pelo menos 3 garotas que estão me tirando do sério. Não venho dizer aqui que estou me declarando para alguém por que isso não faz a menor lógica aqui no blog. Só irei explicar as sensações.
1- Sempre quando eu a olho fico um pouco pertubado. Os olhos delas me deixam estupefatos. Não são meigos, são interrogativos, decididos. Diria eu que o olhar dela me lembra os suspenses de Stephen King, e as outras perícias poderiam ser descritas das mesma forma que a história de a Sombra do Vento(Carlos Ruiz Záfon) é descrita.
2 - Quando penso nela o que me vêm na mente é algo muito parecido com o Realismo. Algumas descrições são até um pouco reais demais para ser verdade, o poder das palavras aqui deixariam coisas explícitas demais. A forma de narra-la seria algo do tipo a visão de Bentinho sobre Capitu antes das decisões precipitadas.
3- A inteligência da dela é algo que me atrai infinitamente. É algo tão estarrecedor que me lembra as mulheres descritas nos livros do Dan Brown. Eu acredito que isso não é apenas coisa de momento, ela parece ter nascido com isso.
Essas sensações não se encontram recíprocas em relação aos meus sentimentos. Pois hoje parei e percebi que não sou o cara que ama no primeiro momento. A euforia pode até tomar meus pensamentos, mas depois que ela passa, é que começo a pensar no que fiz. Será o realmente os meus sentimentos o apenas a felicidade do momento? Como diz o ditado " Há coisas que não tem explicação."
Por enquanto prefiro pensar que isso faz um bem danado para minha lírica poética e prosa.
Minha mulher, a solidão,
Consegue que eu não seja triste.
Ah, que bom é o coração
Ter este bem que não existe!
Recolho a não ouvir ninguém,
Não sofro o insulto de um carinho
E falo alto sem que haja alguém:
Nascem-me os versos do caminho.
Senhor, se há bem que o céu conceda
Submisso à opressão do Fado,
Dá-me eu ser só - veste de seda-,
E fala só - leque animado.
( Fernando Pessoa)
Ps - Consertando aos poucos o HD mental, para evitar a tela azul!!!!
Abraços!!!
Não sou o cara que ama todas as mulheres que conhece, porém, cada uma me desperta sensações estranhas. Essa estranha atração que sinto é muito confusa pois não é algo que deva acontecer. Depois de um inferno psicológico que vivi a exatos 5 anos, eu tive que dar uma realçada nas minhas ações sobre relacionamentos. Digo hoje que muitas coisas não mudaram. Mas se as coisas não mudam na sua vida, você aprende a lidar com os problemas de outra forma e até se proteger melhor.
Nesse momento em que escrevo meu post, tenho na cabeça pelo menos 3 garotas que estão me tirando do sério. Não venho dizer aqui que estou me declarando para alguém por que isso não faz a menor lógica aqui no blog. Só irei explicar as sensações.
1- Sempre quando eu a olho fico um pouco pertubado. Os olhos delas me deixam estupefatos. Não são meigos, são interrogativos, decididos. Diria eu que o olhar dela me lembra os suspenses de Stephen King, e as outras perícias poderiam ser descritas das mesma forma que a história de a Sombra do Vento(Carlos Ruiz Záfon) é descrita.
2 - Quando penso nela o que me vêm na mente é algo muito parecido com o Realismo. Algumas descrições são até um pouco reais demais para ser verdade, o poder das palavras aqui deixariam coisas explícitas demais. A forma de narra-la seria algo do tipo a visão de Bentinho sobre Capitu antes das decisões precipitadas.
3- A inteligência da dela é algo que me atrai infinitamente. É algo tão estarrecedor que me lembra as mulheres descritas nos livros do Dan Brown. Eu acredito que isso não é apenas coisa de momento, ela parece ter nascido com isso.
Essas sensações não se encontram recíprocas em relação aos meus sentimentos. Pois hoje parei e percebi que não sou o cara que ama no primeiro momento. A euforia pode até tomar meus pensamentos, mas depois que ela passa, é que começo a pensar no que fiz. Será o realmente os meus sentimentos o apenas a felicidade do momento? Como diz o ditado " Há coisas que não tem explicação."
Por enquanto prefiro pensar que isso faz um bem danado para minha lírica poética e prosa.
Minha mulher, a solidão,
Consegue que eu não seja triste.
Ah, que bom é o coração
Ter este bem que não existe!
Recolho a não ouvir ninguém,
Não sofro o insulto de um carinho
E falo alto sem que haja alguém:
Nascem-me os versos do caminho.
Senhor, se há bem que o céu conceda
Submisso à opressão do Fado,
Dá-me eu ser só - veste de seda-,
E fala só - leque animado.
( Fernando Pessoa)
Ps - Consertando aos poucos o HD mental, para evitar a tela azul!!!!
Abraços!!!
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Finalmente voltei... eu acho!
Tirei umas férias do blog de quase 2 meses. Para ser sincero foi por falta de idéias mesmo. Parece que minha inspiração está tirando em Cancun e não quer voltar para o lugar onde devia ficar. Mas enquanto as histórias estão sendo pensadas ainda, eu venho escrever aos poucos fãs que tenho que um dia ainda irei voltar com força total. Enquanto isso venho postar o que aconteceu comigo nos últimos 50 dias.
Fiz pela primeira vez uma prova de vestibular e confesso que não estudei quase nada, praticamente eu fui fazer a prova com o que eu tinha prestado atenção nas aulas do curso e fiz 30 pts. Foi D e pra carreira que eu quero seguir, que é o jornalismo não é uma nota muito boa. Porém setembro eu tenho outra chance e vou com a cara e a coragem de quem nasceu pra vencer. Em busca do conceito A!!!!
Umas semanas atrás eu fui ao Maracanã com os meus amigos para ver pela quarta vez um Flamengo x Vasco. É sempre bom encontrar os amigos mesmo que você ás vezes seja ausente demais ( como muitas vezes eu sou). Como a maioria dos clássicos de futebol são, o jogo foi muito emocionante (claro para mim e pro Fabrício, pois o Anderson é Vasco) e o Fla não tomou conhecimento do Vasco e o atropelou de uma forma incrível. O mais engraçado foi ver a torcida do Vasco abandonando o estádio aos 20 do segundo tempo. Contudo, a tarde foi muito maneira. Uma vez amigos, sempre amigos!!
Fiquei um pouco mais frio para algumas coisas. Começo a ver vida como um grande mar, vagamos por águas muitas vezes desconhecidas a procura de um porto seguro. Só que ás vezes temos que nos encontrar sozinhos em meio a tempestades, mas nunca podemos deixar o barco virar e como já dizia Fernado Pessoa. " Navegar é preciso"
Em breve escreverei mais... Abraços!!!!!
Fiz pela primeira vez uma prova de vestibular e confesso que não estudei quase nada, praticamente eu fui fazer a prova com o que eu tinha prestado atenção nas aulas do curso e fiz 30 pts. Foi D e pra carreira que eu quero seguir, que é o jornalismo não é uma nota muito boa. Porém setembro eu tenho outra chance e vou com a cara e a coragem de quem nasceu pra vencer. Em busca do conceito A!!!!
Umas semanas atrás eu fui ao Maracanã com os meus amigos para ver pela quarta vez um Flamengo x Vasco. É sempre bom encontrar os amigos mesmo que você ás vezes seja ausente demais ( como muitas vezes eu sou). Como a maioria dos clássicos de futebol são, o jogo foi muito emocionante (claro para mim e pro Fabrício, pois o Anderson é Vasco) e o Fla não tomou conhecimento do Vasco e o atropelou de uma forma incrível. O mais engraçado foi ver a torcida do Vasco abandonando o estádio aos 20 do segundo tempo. Contudo, a tarde foi muito maneira. Uma vez amigos, sempre amigos!!
Fiquei um pouco mais frio para algumas coisas. Começo a ver vida como um grande mar, vagamos por águas muitas vezes desconhecidas a procura de um porto seguro. Só que ás vezes temos que nos encontrar sozinhos em meio a tempestades, mas nunca podemos deixar o barco virar e como já dizia Fernado Pessoa. " Navegar é preciso"
Em breve escreverei mais... Abraços!!!!!
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Destino (parte 2)
O clima na casa de Sara se transformara num misto de excitação e incerteza. Os dois amigos de longa data estavam parados um de frente para o outro. O silêncio a cada segundo se tornava ensurdecedor. Até que Junior perguntou:
- O que você quer falar?
A menina pensou que era melhor terminar com aquele clima de enterro e começou a falar:
- Se lembra daquela conversa que tivemos sobre nunca sentirmos nada pelo o outro?
Junior queria muito dizer que não mais teve que falar:
- Sim. Acho que é meio impossível esquecer aquele assunto. Por que a pergunta?
- Bem... Aquilo que eu falei me fez pensar um pouco sobre nós.
- Como Assim?
Sara respirou fundo e disse:
- Depois de todos esses anos de amizade e os meus fracassos com garotos me fizeram pensar sobre nós. Eu no começo estava acreditando que era loucura pensar nisso, mas depois daquela conversa que tivemos, as coisas começaram a se tornar confusas e claras ao mesmo tempo. Acho que estou começando a pensar besteira com você.
Junior ficou estático. Parecia que as palavras não se combinavam. Ele pensou em tentar calar-la. Mas de repente aquilo que ela dizia era o que ele estava pensando. Tentando recuperar a calma ele falou:
- Acho que penso a mesma coisa, mas isso não é algo que não deveríamos ter pensado.
- Por que?
- Sara isso talvez possa arruinar nossa amizade. Serão anos de amizade desperdiçados?
A menina incrédula ficou encarando o menino e retrucou:
- Sempre acreditei que nossa amizade fosse mais forte do qualquer coisa. Nunca brigamos por motivos sérios. Contamos um com o outro em cada problema. Isso não quer dizer nada para você?
- Nossa amizade é forte, mas não sei quanto aguentaria no momento que transformassemos em outra coisa. Valorizo muita sua presença para que isso aconteça.
Ambos encontravam-se mais confusos do que antes. Parecia que essa conversa nunca chegaria em um ponto final e que cada palavra que fosse desperdiçada pelo os dois teria uma contestação.
Depois de alguns momentos dessa chuva de palavras. Junior falou:
- Sara... não tenho como mentir sobre o que sinto por você. Mas eu estou pensando em nós quando fala em continuar só na amizade. Eu não teria como viver sem a sua presença. Isso é algo que não estou dizendo da boca para fora e sim porque tenho pensado nisso há muito tempo.
Sara com lágrimas no olhos disse:
- Se você não está mentindo sobre o que sente. Por que insiste em dizer isso?
E finalmente Junior falou:
- Porque eu te amo. E não quero desperdiçar isso de uma forma que não seja boa para os dois.
Finalmente as palavras que Sara queria ouvir saíram. O poder que elas tinham eram enorme e resolveu falar:
- Eu sinto o mesmo por ti menino. Mas estou disposta a tentar algo mais. Se continuamos juntos esse tempo todo é porque nada tem o dever de nos separar. O destino que nos uniu como amigos não quer que nos separamos sem tentar. O fim do ano chegou e provavelmente não teremos o mesmo tempo para se ver ou para viver juntos. Meu coração não está preparado para te perder dessa forma.
Depois dessas declarações o menino disse:
- Vamos pensar nisso tudo com clareza. Acho que não devemos tomar essa decisão agora.
Concorda?
- Está bem. O que for para ser será.
Na hora em que Junior ia embora, ele pegou Sara nos braços e a abraçou apesar de ter tomado a decisão de pensar sobre os a relação que os dois entraria. O que o garota não esperava era que a menina o puxando para si deu-lhe um beijo roubado. Junior ficou estático, sentido -se sem chão fechou os olhos e enxergou o paraíso. Depois do inusitado Sara falou:
- Pensa com carinho tá?
-Tá!
Depois dessa situação, uma semana passou até que os dois resolveram se acertar. A amizade que era carregada desde a infância se transformara em amor no fim da adolescência. O medo que aflingia uma das partes sobre o que seria do futuro transformava-se em esperança pela outra. E nunca concordando nos pensamentos, o casal continua até hoje a pensar. Será que foi o Destino?
- O que você quer falar?
A menina pensou que era melhor terminar com aquele clima de enterro e começou a falar:
- Se lembra daquela conversa que tivemos sobre nunca sentirmos nada pelo o outro?
Junior queria muito dizer que não mais teve que falar:
- Sim. Acho que é meio impossível esquecer aquele assunto. Por que a pergunta?
- Bem... Aquilo que eu falei me fez pensar um pouco sobre nós.
- Como Assim?
Sara respirou fundo e disse:
- Depois de todos esses anos de amizade e os meus fracassos com garotos me fizeram pensar sobre nós. Eu no começo estava acreditando que era loucura pensar nisso, mas depois daquela conversa que tivemos, as coisas começaram a se tornar confusas e claras ao mesmo tempo. Acho que estou começando a pensar besteira com você.
Junior ficou estático. Parecia que as palavras não se combinavam. Ele pensou em tentar calar-la. Mas de repente aquilo que ela dizia era o que ele estava pensando. Tentando recuperar a calma ele falou:
- Acho que penso a mesma coisa, mas isso não é algo que não deveríamos ter pensado.
- Por que?
- Sara isso talvez possa arruinar nossa amizade. Serão anos de amizade desperdiçados?
A menina incrédula ficou encarando o menino e retrucou:
- Sempre acreditei que nossa amizade fosse mais forte do qualquer coisa. Nunca brigamos por motivos sérios. Contamos um com o outro em cada problema. Isso não quer dizer nada para você?
- Nossa amizade é forte, mas não sei quanto aguentaria no momento que transformassemos em outra coisa. Valorizo muita sua presença para que isso aconteça.
Ambos encontravam-se mais confusos do que antes. Parecia que essa conversa nunca chegaria em um ponto final e que cada palavra que fosse desperdiçada pelo os dois teria uma contestação.
Depois de alguns momentos dessa chuva de palavras. Junior falou:
- Sara... não tenho como mentir sobre o que sinto por você. Mas eu estou pensando em nós quando fala em continuar só na amizade. Eu não teria como viver sem a sua presença. Isso é algo que não estou dizendo da boca para fora e sim porque tenho pensado nisso há muito tempo.
Sara com lágrimas no olhos disse:
- Se você não está mentindo sobre o que sente. Por que insiste em dizer isso?
E finalmente Junior falou:
- Porque eu te amo. E não quero desperdiçar isso de uma forma que não seja boa para os dois.
Finalmente as palavras que Sara queria ouvir saíram. O poder que elas tinham eram enorme e resolveu falar:
- Eu sinto o mesmo por ti menino. Mas estou disposta a tentar algo mais. Se continuamos juntos esse tempo todo é porque nada tem o dever de nos separar. O destino que nos uniu como amigos não quer que nos separamos sem tentar. O fim do ano chegou e provavelmente não teremos o mesmo tempo para se ver ou para viver juntos. Meu coração não está preparado para te perder dessa forma.
Depois dessas declarações o menino disse:
- Vamos pensar nisso tudo com clareza. Acho que não devemos tomar essa decisão agora.
Concorda?
- Está bem. O que for para ser será.
Na hora em que Junior ia embora, ele pegou Sara nos braços e a abraçou apesar de ter tomado a decisão de pensar sobre os a relação que os dois entraria. O que o garota não esperava era que a menina o puxando para si deu-lhe um beijo roubado. Junior ficou estático, sentido -se sem chão fechou os olhos e enxergou o paraíso. Depois do inusitado Sara falou:
- Pensa com carinho tá?
-Tá!
Depois dessa situação, uma semana passou até que os dois resolveram se acertar. A amizade que era carregada desde a infância se transformara em amor no fim da adolescência. O medo que aflingia uma das partes sobre o que seria do futuro transformava-se em esperança pela outra. E nunca concordando nos pensamentos, o casal continua até hoje a pensar. Será que foi o Destino?
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Destino (parte1)
Essa história começa com um trecho de uma música. Tudo era apenas uma brincadeira entre duas crianças que estudavam juntos. Naquela época Junior e Sara estavam na quarta série da escola primária. A inocência reinava nas brincadeiras de rodas e amarelinha. Com certeza era uma infância bem vivída.
Alguns anos passaram e a infância já havia deixado os corpos de nossos protagonistas. A amizade que começara na escolinha primária havia sido completamente solidificada por toda adolescencia. Os dois que sentiam um grande carinho afetivo pelo o outro superaram muitas das barreiras da idade. Sara teve seus romances platônicos por alguns garotos como Junior teve pela as beldades que em sua vida apareciam. Durante aquele tempo de amizade nenhum dos dois sentiu ou demostrou algum tipo de carinho maior do que amizade. Até que um dia uma conversa direcionou-se para esse assunto:
- Junior. Porque nunca nos interessamos um pelo outro?
O garoto meio supreso com a pergunta respondeu:
- Não faço a mínima idéia. Mas o porque da pergunta?
- Sei la! Eu estava pensando, nos conhecemos pelo menos há uns sete anos. Sempre fomos como unha e carne, a galera da escola sempre pensou que fossemos namorados. Sempre contei para você meus segredos e isso me fez pensar. Se a vida fosse um filme de comédia romântica provavelmente juntos iríamos ficar.
Um pouco assustado com a resposta. Junior falou com pequeno ar de gozação:
- Você está vendo filme demais Lisbela. rsrsrsrsrsrs
Sara sem mudar de expressão facial retrucou:
- O que eu estou dizendo tem um quê de verdade. Acontece isso na maioria dos filmes.
- Aonde você está querendo chegar?
- Que talvez tenhamos algo em comum. Algo guardado para um futuro próximo ou não.
Junior um pouco mais interessado na história quis argumentar:
- Se as coisas são assim, porque nada rolou até agora.
-Talvez porque nunca nos imaginamos juntos. Porque a amizade talvez tenha nos cegado. Isso é algo que não dá muito para explicar. O destino é algo bem engraçado.
Por um certo tempo Junior e Sara ficaram se encarando até que a conversa chegou a seu final, mas na cabeça de cada esse pensamento foi gravado.
No final daquele ano os dois amigos terminariam o ensino médio. Depois daquela conversa estranha em que os dois tiveram, tudo ficou um pouco mais estranho entre eles. A possível distância que o fim da aulas proporcionaria os deixavam cada vez mais confusos sobre suas situações. No ultimo de aula, depois de toda a despedida dos velhos amigos e dos tempos de colégio; Sara convidou Junior para conversar em sua casa. Depois que o garoto entrou na casa da amiga, percebeu que a casa estava vazia. Sara disse ao mesmo tempo em que o puxou para dentro da casa:
- Precisamos conversar.
Ps: Amanhã escreverei mais. Abraços!!!
Alguns anos passaram e a infância já havia deixado os corpos de nossos protagonistas. A amizade que começara na escolinha primária havia sido completamente solidificada por toda adolescencia. Os dois que sentiam um grande carinho afetivo pelo o outro superaram muitas das barreiras da idade. Sara teve seus romances platônicos por alguns garotos como Junior teve pela as beldades que em sua vida apareciam. Durante aquele tempo de amizade nenhum dos dois sentiu ou demostrou algum tipo de carinho maior do que amizade. Até que um dia uma conversa direcionou-se para esse assunto:
- Junior. Porque nunca nos interessamos um pelo outro?
O garoto meio supreso com a pergunta respondeu:
- Não faço a mínima idéia. Mas o porque da pergunta?
- Sei la! Eu estava pensando, nos conhecemos pelo menos há uns sete anos. Sempre fomos como unha e carne, a galera da escola sempre pensou que fossemos namorados. Sempre contei para você meus segredos e isso me fez pensar. Se a vida fosse um filme de comédia romântica provavelmente juntos iríamos ficar.
Um pouco assustado com a resposta. Junior falou com pequeno ar de gozação:
- Você está vendo filme demais Lisbela. rsrsrsrsrsrs
Sara sem mudar de expressão facial retrucou:
- O que eu estou dizendo tem um quê de verdade. Acontece isso na maioria dos filmes.
- Aonde você está querendo chegar?
- Que talvez tenhamos algo em comum. Algo guardado para um futuro próximo ou não.
Junior um pouco mais interessado na história quis argumentar:
- Se as coisas são assim, porque nada rolou até agora.
-Talvez porque nunca nos imaginamos juntos. Porque a amizade talvez tenha nos cegado. Isso é algo que não dá muito para explicar. O destino é algo bem engraçado.
Por um certo tempo Junior e Sara ficaram se encarando até que a conversa chegou a seu final, mas na cabeça de cada esse pensamento foi gravado.
No final daquele ano os dois amigos terminariam o ensino médio. Depois daquela conversa estranha em que os dois tiveram, tudo ficou um pouco mais estranho entre eles. A possível distância que o fim da aulas proporcionaria os deixavam cada vez mais confusos sobre suas situações. No ultimo de aula, depois de toda a despedida dos velhos amigos e dos tempos de colégio; Sara convidou Junior para conversar em sua casa. Depois que o garoto entrou na casa da amiga, percebeu que a casa estava vazia. Sara disse ao mesmo tempo em que o puxou para dentro da casa:
- Precisamos conversar.
Ps: Amanhã escreverei mais. Abraços!!!
domingo, 8 de junho de 2008
Inocência
Por onde anda a inocência? Onde se escondeu a magia que todas as fábulas contam e que todos filmes cismam em mostrar? Cadê as histórias que nossas mães contavam sobre o que era bondade ou maldade?
Quando se começa a viver na selva de pedra que é o mundo real, começamos a entender que tudo que ouvimos quando eramos criança era bobagem. A vida sem a bondade se torna um pouco rústica e completamente maléfica para sáude. A vida sem a maldade torna-se igual aquele bolo que algum conhecido seu fez e botou uma tonelada de açucar. E tendo que conviver com isso todo dia a pessoa começa a ter uma diabetes emocional.
O mundo vive em perfeito equilíbrio de suas forças, porém a inocência anda definhando na mente e no coração das pessoas. A vida era uma aventura quando eu acreditava no velho Noel, no coelho ovíparo e nos sete enfeites de jardim. Tudo fica meio obsoleto sem a esperança, sem o olhar infantil e outras coisas. Todas as coisas que existem hoje nos levam a olhar com "outro sentido" e não com olhar que as coisas merecessem.
Espero que ainda exista um pouco de inocência no mundo.
Sentado no campo
Assistindo as ervas brotarem
Pensando nas cinzas da minha alma
Escrevi a minha própria sentença
Agora você segue seu caminho
Morre a última lembrança
De seu lindo e amável rosto
Eu, apesar de tudo,Apenas um homem sozinho - um coração sozinho!
Trabalhando no futuro
Flutuando no destino
Encaradas as circunstâncias
Iluminadas todas as sombras, então
Faça de conta
Que não há tristeza em seus olhos
Você não pode ver?
Nós nunca poderíamos voltar do começo
Minutos esperando, a vida sendo gasta
Talvez eu queira morrer outro dia...
Ouça os sussurros da sua esperança
A resposta não foi dita
Não, não ria me vendo chorar
Pelo fim que deixei para trás(os sussurros da sua esperança foram deixados para trás!)
Faça de conta
Que não há tristeza em seus olhos
Você não pode ver?
Nós nunca poderíamos voltar do começo
Minutos esperando, a vida sendo gasta
E eu tentei!
Talvez você negue
Palavras de paz
Para o futuro de nossas vidas
Traga para mimAlgo mais além de um coração partido
Eu não vou esperar até que a minha vida esteja acabada
Talvez eu queira morrer um outro dia...
( Angra - Make Believe - Tradução)
Abraços!!
Quando se começa a viver na selva de pedra que é o mundo real, começamos a entender que tudo que ouvimos quando eramos criança era bobagem. A vida sem a bondade se torna um pouco rústica e completamente maléfica para sáude. A vida sem a maldade torna-se igual aquele bolo que algum conhecido seu fez e botou uma tonelada de açucar. E tendo que conviver com isso todo dia a pessoa começa a ter uma diabetes emocional.
O mundo vive em perfeito equilíbrio de suas forças, porém a inocência anda definhando na mente e no coração das pessoas. A vida era uma aventura quando eu acreditava no velho Noel, no coelho ovíparo e nos sete enfeites de jardim. Tudo fica meio obsoleto sem a esperança, sem o olhar infantil e outras coisas. Todas as coisas que existem hoje nos levam a olhar com "outro sentido" e não com olhar que as coisas merecessem.
Espero que ainda exista um pouco de inocência no mundo.
Sentado no campo
Assistindo as ervas brotarem
Pensando nas cinzas da minha alma
Escrevi a minha própria sentença
Agora você segue seu caminho
Morre a última lembrança
De seu lindo e amável rosto
Eu, apesar de tudo,Apenas um homem sozinho - um coração sozinho!
Trabalhando no futuro
Flutuando no destino
Encaradas as circunstâncias
Iluminadas todas as sombras, então
Faça de conta
Que não há tristeza em seus olhos
Você não pode ver?
Nós nunca poderíamos voltar do começo
Minutos esperando, a vida sendo gasta
Talvez eu queira morrer outro dia...
Ouça os sussurros da sua esperança
A resposta não foi dita
Não, não ria me vendo chorar
Pelo fim que deixei para trás(os sussurros da sua esperança foram deixados para trás!)
Faça de conta
Que não há tristeza em seus olhos
Você não pode ver?
Nós nunca poderíamos voltar do começo
Minutos esperando, a vida sendo gasta
E eu tentei!
Talvez você negue
Palavras de paz
Para o futuro de nossas vidas
Traga para mimAlgo mais além de um coração partido
Eu não vou esperar até que a minha vida esteja acabada
Talvez eu queira morrer um outro dia...
( Angra - Make Believe - Tradução)
Abraços!!
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Olhar
Ela nasceu com medo no olhar não reconhecendo as pessoas daquele lugar. Porém sentiu confiança naqueles humanos que circulavam por lá. O tempo começou a passar e aos poucos começou a engatinhar varrendo o corredor com o olhar a procura de aventuras no corredor com chão de tacos. A infância começara e por lá ela andara com passos saltitantes e desengonçados a caminho da rua para brincar. Em dias de sol os olhos brilhavam como a própria estrela que no céu pairava e nos dias de chuva perdido olhava para o céu que a chuva cortava.
Com a adolescência, toda inocência é perdida e até um certo ar de malícia é carregado no olhar. A vida não se torna mais tão simples, e as crises de identidade sempre costuma nos afetar. O que a pessoa mostra por fora é o que costuma importar mesmo que ás vezes nos enganamos dizendo que só o que realmente importa é o que por dentro há. Não foi diferente com ela, a idade chega, os hormônios trabalham e a beleza florece. Mesmo com o uso de óculos para atrapalhar ou até realçar, a menina se mostrava mais bonita do que as outras que pelas ruas seguiam a andar. Como tudo na vida tende a oscilar, a personalidade da menina começou a mudar e algumas atitudes começaram a se mostrar. Olhos que antes eram descritos como dádivas celestias, tornaram-se sórdidos e mortais. Carregavam desprezo e superioridade como se na vida, só aquilo importasse. Não irei dizer que isso a fez se dar mal. Muitas vezes as coisas tomam rumos diferentes. Vieram as amigas, as que valiam e não valiam a pena. Veio a rebeldia que costuma sempre dar o ar da graça, vieram os admiradores e os namorados. Ela já não olhava como antigamente, mas sentia-se alegre até aquele momento.
Como a vida é um grande aprendizado, a menina que antes olhava para os coisas sem se importar, aprendeu que tudo na vida merece um segundo olhar. Mesmo quando a certeza de algo parece ser totalmente real, aprende-se que na vida o mal é algo que a gente pode sempre esperar. Ás vezes só se aprende quando começa apanhar, e nesse sentido, muitas pessoas a fizeram ter decepção no olhar e até mesmo chorar. Nada como as lágrimas de uma noite para trazer consciência e felicidade pela manhã. E assim, entre trancos e barrancos, foi vivendo a menina que traduzia tudo o que sentia com o olhar. Muitas coisas podem ser ditas apenas com um olhar. Simplesmente tudo dela era o olhar. E que olhar!
Ps: O primeiro de vários contos que irei publicar!!!
Com a adolescência, toda inocência é perdida e até um certo ar de malícia é carregado no olhar. A vida não se torna mais tão simples, e as crises de identidade sempre costuma nos afetar. O que a pessoa mostra por fora é o que costuma importar mesmo que ás vezes nos enganamos dizendo que só o que realmente importa é o que por dentro há. Não foi diferente com ela, a idade chega, os hormônios trabalham e a beleza florece. Mesmo com o uso de óculos para atrapalhar ou até realçar, a menina se mostrava mais bonita do que as outras que pelas ruas seguiam a andar. Como tudo na vida tende a oscilar, a personalidade da menina começou a mudar e algumas atitudes começaram a se mostrar. Olhos que antes eram descritos como dádivas celestias, tornaram-se sórdidos e mortais. Carregavam desprezo e superioridade como se na vida, só aquilo importasse. Não irei dizer que isso a fez se dar mal. Muitas vezes as coisas tomam rumos diferentes. Vieram as amigas, as que valiam e não valiam a pena. Veio a rebeldia que costuma sempre dar o ar da graça, vieram os admiradores e os namorados. Ela já não olhava como antigamente, mas sentia-se alegre até aquele momento.
Como a vida é um grande aprendizado, a menina que antes olhava para os coisas sem se importar, aprendeu que tudo na vida merece um segundo olhar. Mesmo quando a certeza de algo parece ser totalmente real, aprende-se que na vida o mal é algo que a gente pode sempre esperar. Ás vezes só se aprende quando começa apanhar, e nesse sentido, muitas pessoas a fizeram ter decepção no olhar e até mesmo chorar. Nada como as lágrimas de uma noite para trazer consciência e felicidade pela manhã. E assim, entre trancos e barrancos, foi vivendo a menina que traduzia tudo o que sentia com o olhar. Muitas coisas podem ser ditas apenas com um olhar. Simplesmente tudo dela era o olhar. E que olhar!
Ps: O primeiro de vários contos que irei publicar!!!
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