O clima na casa de Sara se transformara num misto de excitação e incerteza. Os dois amigos de longa data estavam parados um de frente para o outro. O silêncio a cada segundo se tornava ensurdecedor. Até que Junior perguntou:
- O que você quer falar?
A menina pensou que era melhor terminar com aquele clima de enterro e começou a falar:
- Se lembra daquela conversa que tivemos sobre nunca sentirmos nada pelo o outro?
Junior queria muito dizer que não mais teve que falar:
- Sim. Acho que é meio impossível esquecer aquele assunto. Por que a pergunta?
- Bem... Aquilo que eu falei me fez pensar um pouco sobre nós.
- Como Assim?
Sara respirou fundo e disse:
- Depois de todos esses anos de amizade e os meus fracassos com garotos me fizeram pensar sobre nós. Eu no começo estava acreditando que era loucura pensar nisso, mas depois daquela conversa que tivemos, as coisas começaram a se tornar confusas e claras ao mesmo tempo. Acho que estou começando a pensar besteira com você.
Junior ficou estático. Parecia que as palavras não se combinavam. Ele pensou em tentar calar-la. Mas de repente aquilo que ela dizia era o que ele estava pensando. Tentando recuperar a calma ele falou:
- Acho que penso a mesma coisa, mas isso não é algo que não deveríamos ter pensado.
- Por que?
- Sara isso talvez possa arruinar nossa amizade. Serão anos de amizade desperdiçados?
A menina incrédula ficou encarando o menino e retrucou:
- Sempre acreditei que nossa amizade fosse mais forte do qualquer coisa. Nunca brigamos por motivos sérios. Contamos um com o outro em cada problema. Isso não quer dizer nada para você?
- Nossa amizade é forte, mas não sei quanto aguentaria no momento que transformassemos em outra coisa. Valorizo muita sua presença para que isso aconteça.
Ambos encontravam-se mais confusos do que antes. Parecia que essa conversa nunca chegaria em um ponto final e que cada palavra que fosse desperdiçada pelo os dois teria uma contestação.
Depois de alguns momentos dessa chuva de palavras. Junior falou:
- Sara... não tenho como mentir sobre o que sinto por você. Mas eu estou pensando em nós quando fala em continuar só na amizade. Eu não teria como viver sem a sua presença. Isso é algo que não estou dizendo da boca para fora e sim porque tenho pensado nisso há muito tempo.
Sara com lágrimas no olhos disse:
- Se você não está mentindo sobre o que sente. Por que insiste em dizer isso?
E finalmente Junior falou:
- Porque eu te amo. E não quero desperdiçar isso de uma forma que não seja boa para os dois.
Finalmente as palavras que Sara queria ouvir saíram. O poder que elas tinham eram enorme e resolveu falar:
- Eu sinto o mesmo por ti menino. Mas estou disposta a tentar algo mais. Se continuamos juntos esse tempo todo é porque nada tem o dever de nos separar. O destino que nos uniu como amigos não quer que nos separamos sem tentar. O fim do ano chegou e provavelmente não teremos o mesmo tempo para se ver ou para viver juntos. Meu coração não está preparado para te perder dessa forma.
Depois dessas declarações o menino disse:
- Vamos pensar nisso tudo com clareza. Acho que não devemos tomar essa decisão agora.
Concorda?
- Está bem. O que for para ser será.
Na hora em que Junior ia embora, ele pegou Sara nos braços e a abraçou apesar de ter tomado a decisão de pensar sobre os a relação que os dois entraria. O que o garota não esperava era que a menina o puxando para si deu-lhe um beijo roubado. Junior ficou estático, sentido -se sem chão fechou os olhos e enxergou o paraíso. Depois do inusitado Sara falou:
- Pensa com carinho tá?
-Tá!
Depois dessa situação, uma semana passou até que os dois resolveram se acertar. A amizade que era carregada desde a infância se transformara em amor no fim da adolescência. O medo que aflingia uma das partes sobre o que seria do futuro transformava-se em esperança pela outra. E nunca concordando nos pensamentos, o casal continua até hoje a pensar. Será que foi o Destino?
quinta-feira, 12 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Destino (parte1)
Essa história começa com um trecho de uma música. Tudo era apenas uma brincadeira entre duas crianças que estudavam juntos. Naquela época Junior e Sara estavam na quarta série da escola primária. A inocência reinava nas brincadeiras de rodas e amarelinha. Com certeza era uma infância bem vivída.
Alguns anos passaram e a infância já havia deixado os corpos de nossos protagonistas. A amizade que começara na escolinha primária havia sido completamente solidificada por toda adolescencia. Os dois que sentiam um grande carinho afetivo pelo o outro superaram muitas das barreiras da idade. Sara teve seus romances platônicos por alguns garotos como Junior teve pela as beldades que em sua vida apareciam. Durante aquele tempo de amizade nenhum dos dois sentiu ou demostrou algum tipo de carinho maior do que amizade. Até que um dia uma conversa direcionou-se para esse assunto:
- Junior. Porque nunca nos interessamos um pelo outro?
O garoto meio supreso com a pergunta respondeu:
- Não faço a mínima idéia. Mas o porque da pergunta?
- Sei la! Eu estava pensando, nos conhecemos pelo menos há uns sete anos. Sempre fomos como unha e carne, a galera da escola sempre pensou que fossemos namorados. Sempre contei para você meus segredos e isso me fez pensar. Se a vida fosse um filme de comédia romântica provavelmente juntos iríamos ficar.
Um pouco assustado com a resposta. Junior falou com pequeno ar de gozação:
- Você está vendo filme demais Lisbela. rsrsrsrsrsrs
Sara sem mudar de expressão facial retrucou:
- O que eu estou dizendo tem um quê de verdade. Acontece isso na maioria dos filmes.
- Aonde você está querendo chegar?
- Que talvez tenhamos algo em comum. Algo guardado para um futuro próximo ou não.
Junior um pouco mais interessado na história quis argumentar:
- Se as coisas são assim, porque nada rolou até agora.
-Talvez porque nunca nos imaginamos juntos. Porque a amizade talvez tenha nos cegado. Isso é algo que não dá muito para explicar. O destino é algo bem engraçado.
Por um certo tempo Junior e Sara ficaram se encarando até que a conversa chegou a seu final, mas na cabeça de cada esse pensamento foi gravado.
No final daquele ano os dois amigos terminariam o ensino médio. Depois daquela conversa estranha em que os dois tiveram, tudo ficou um pouco mais estranho entre eles. A possível distância que o fim da aulas proporcionaria os deixavam cada vez mais confusos sobre suas situações. No ultimo de aula, depois de toda a despedida dos velhos amigos e dos tempos de colégio; Sara convidou Junior para conversar em sua casa. Depois que o garoto entrou na casa da amiga, percebeu que a casa estava vazia. Sara disse ao mesmo tempo em que o puxou para dentro da casa:
- Precisamos conversar.
Ps: Amanhã escreverei mais. Abraços!!!
Alguns anos passaram e a infância já havia deixado os corpos de nossos protagonistas. A amizade que começara na escolinha primária havia sido completamente solidificada por toda adolescencia. Os dois que sentiam um grande carinho afetivo pelo o outro superaram muitas das barreiras da idade. Sara teve seus romances platônicos por alguns garotos como Junior teve pela as beldades que em sua vida apareciam. Durante aquele tempo de amizade nenhum dos dois sentiu ou demostrou algum tipo de carinho maior do que amizade. Até que um dia uma conversa direcionou-se para esse assunto:
- Junior. Porque nunca nos interessamos um pelo outro?
O garoto meio supreso com a pergunta respondeu:
- Não faço a mínima idéia. Mas o porque da pergunta?
- Sei la! Eu estava pensando, nos conhecemos pelo menos há uns sete anos. Sempre fomos como unha e carne, a galera da escola sempre pensou que fossemos namorados. Sempre contei para você meus segredos e isso me fez pensar. Se a vida fosse um filme de comédia romântica provavelmente juntos iríamos ficar.
Um pouco assustado com a resposta. Junior falou com pequeno ar de gozação:
- Você está vendo filme demais Lisbela. rsrsrsrsrsrs
Sara sem mudar de expressão facial retrucou:
- O que eu estou dizendo tem um quê de verdade. Acontece isso na maioria dos filmes.
- Aonde você está querendo chegar?
- Que talvez tenhamos algo em comum. Algo guardado para um futuro próximo ou não.
Junior um pouco mais interessado na história quis argumentar:
- Se as coisas são assim, porque nada rolou até agora.
-Talvez porque nunca nos imaginamos juntos. Porque a amizade talvez tenha nos cegado. Isso é algo que não dá muito para explicar. O destino é algo bem engraçado.
Por um certo tempo Junior e Sara ficaram se encarando até que a conversa chegou a seu final, mas na cabeça de cada esse pensamento foi gravado.
No final daquele ano os dois amigos terminariam o ensino médio. Depois daquela conversa estranha em que os dois tiveram, tudo ficou um pouco mais estranho entre eles. A possível distância que o fim da aulas proporcionaria os deixavam cada vez mais confusos sobre suas situações. No ultimo de aula, depois de toda a despedida dos velhos amigos e dos tempos de colégio; Sara convidou Junior para conversar em sua casa. Depois que o garoto entrou na casa da amiga, percebeu que a casa estava vazia. Sara disse ao mesmo tempo em que o puxou para dentro da casa:
- Precisamos conversar.
Ps: Amanhã escreverei mais. Abraços!!!
domingo, 8 de junho de 2008
Inocência
Por onde anda a inocência? Onde se escondeu a magia que todas as fábulas contam e que todos filmes cismam em mostrar? Cadê as histórias que nossas mães contavam sobre o que era bondade ou maldade?
Quando se começa a viver na selva de pedra que é o mundo real, começamos a entender que tudo que ouvimos quando eramos criança era bobagem. A vida sem a bondade se torna um pouco rústica e completamente maléfica para sáude. A vida sem a maldade torna-se igual aquele bolo que algum conhecido seu fez e botou uma tonelada de açucar. E tendo que conviver com isso todo dia a pessoa começa a ter uma diabetes emocional.
O mundo vive em perfeito equilíbrio de suas forças, porém a inocência anda definhando na mente e no coração das pessoas. A vida era uma aventura quando eu acreditava no velho Noel, no coelho ovíparo e nos sete enfeites de jardim. Tudo fica meio obsoleto sem a esperança, sem o olhar infantil e outras coisas. Todas as coisas que existem hoje nos levam a olhar com "outro sentido" e não com olhar que as coisas merecessem.
Espero que ainda exista um pouco de inocência no mundo.
Sentado no campo
Assistindo as ervas brotarem
Pensando nas cinzas da minha alma
Escrevi a minha própria sentença
Agora você segue seu caminho
Morre a última lembrança
De seu lindo e amável rosto
Eu, apesar de tudo,Apenas um homem sozinho - um coração sozinho!
Trabalhando no futuro
Flutuando no destino
Encaradas as circunstâncias
Iluminadas todas as sombras, então
Faça de conta
Que não há tristeza em seus olhos
Você não pode ver?
Nós nunca poderíamos voltar do começo
Minutos esperando, a vida sendo gasta
Talvez eu queira morrer outro dia...
Ouça os sussurros da sua esperança
A resposta não foi dita
Não, não ria me vendo chorar
Pelo fim que deixei para trás(os sussurros da sua esperança foram deixados para trás!)
Faça de conta
Que não há tristeza em seus olhos
Você não pode ver?
Nós nunca poderíamos voltar do começo
Minutos esperando, a vida sendo gasta
E eu tentei!
Talvez você negue
Palavras de paz
Para o futuro de nossas vidas
Traga para mimAlgo mais além de um coração partido
Eu não vou esperar até que a minha vida esteja acabada
Talvez eu queira morrer um outro dia...
( Angra - Make Believe - Tradução)
Abraços!!
Quando se começa a viver na selva de pedra que é o mundo real, começamos a entender que tudo que ouvimos quando eramos criança era bobagem. A vida sem a bondade se torna um pouco rústica e completamente maléfica para sáude. A vida sem a maldade torna-se igual aquele bolo que algum conhecido seu fez e botou uma tonelada de açucar. E tendo que conviver com isso todo dia a pessoa começa a ter uma diabetes emocional.
O mundo vive em perfeito equilíbrio de suas forças, porém a inocência anda definhando na mente e no coração das pessoas. A vida era uma aventura quando eu acreditava no velho Noel, no coelho ovíparo e nos sete enfeites de jardim. Tudo fica meio obsoleto sem a esperança, sem o olhar infantil e outras coisas. Todas as coisas que existem hoje nos levam a olhar com "outro sentido" e não com olhar que as coisas merecessem.
Espero que ainda exista um pouco de inocência no mundo.
Sentado no campo
Assistindo as ervas brotarem
Pensando nas cinzas da minha alma
Escrevi a minha própria sentença
Agora você segue seu caminho
Morre a última lembrança
De seu lindo e amável rosto
Eu, apesar de tudo,Apenas um homem sozinho - um coração sozinho!
Trabalhando no futuro
Flutuando no destino
Encaradas as circunstâncias
Iluminadas todas as sombras, então
Faça de conta
Que não há tristeza em seus olhos
Você não pode ver?
Nós nunca poderíamos voltar do começo
Minutos esperando, a vida sendo gasta
Talvez eu queira morrer outro dia...
Ouça os sussurros da sua esperança
A resposta não foi dita
Não, não ria me vendo chorar
Pelo fim que deixei para trás(os sussurros da sua esperança foram deixados para trás!)
Faça de conta
Que não há tristeza em seus olhos
Você não pode ver?
Nós nunca poderíamos voltar do começo
Minutos esperando, a vida sendo gasta
E eu tentei!
Talvez você negue
Palavras de paz
Para o futuro de nossas vidas
Traga para mimAlgo mais além de um coração partido
Eu não vou esperar até que a minha vida esteja acabada
Talvez eu queira morrer um outro dia...
( Angra - Make Believe - Tradução)
Abraços!!
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