quarta-feira, 21 de maio de 2008

Olhar

Ela nasceu com medo no olhar não reconhecendo as pessoas daquele lugar. Porém sentiu confiança naqueles humanos que circulavam por lá. O tempo começou a passar e aos poucos começou a engatinhar varrendo o corredor com o olhar a procura de aventuras no corredor com chão de tacos. A infância começara e por lá ela andara com passos saltitantes e desengonçados a caminho da rua para brincar. Em dias de sol os olhos brilhavam como a própria estrela que no céu pairava e nos dias de chuva perdido olhava para o céu que a chuva cortava.

Com a adolescência, toda inocência é perdida e até um certo ar de malícia é carregado no olhar. A vida não se torna mais tão simples, e as crises de identidade sempre costuma nos afetar. O que a pessoa mostra por fora é o que costuma importar mesmo que ás vezes nos enganamos dizendo que só o que realmente importa é o que por dentro há. Não foi diferente com ela, a idade chega, os hormônios trabalham e a beleza florece. Mesmo com o uso de óculos para atrapalhar ou até realçar, a menina se mostrava mais bonita do que as outras que pelas ruas seguiam a andar. Como tudo na vida tende a oscilar, a personalidade da menina começou a mudar e algumas atitudes começaram a se mostrar. Olhos que antes eram descritos como dádivas celestias, tornaram-se sórdidos e mortais. Carregavam desprezo e superioridade como se na vida, só aquilo importasse. Não irei dizer que isso a fez se dar mal. Muitas vezes as coisas tomam rumos diferentes. Vieram as amigas, as que valiam e não valiam a pena. Veio a rebeldia que costuma sempre dar o ar da graça, vieram os admiradores e os namorados. Ela já não olhava como antigamente, mas sentia-se alegre até aquele momento.


Como a vida é um grande aprendizado, a menina que antes olhava para os coisas sem se importar, aprendeu que tudo na vida merece um segundo olhar. Mesmo quando a certeza de algo parece ser totalmente real, aprende-se que na vida o mal é algo que a gente pode sempre esperar. Ás vezes só se aprende quando começa apanhar, e nesse sentido, muitas pessoas a fizeram ter decepção no olhar e até mesmo chorar. Nada como as lágrimas de uma noite para trazer consciência e felicidade pela manhã. E assim, entre trancos e barrancos, foi vivendo a menina que traduzia tudo o que sentia com o olhar. Muitas coisas podem ser ditas apenas com um olhar. Simplesmente tudo dela era o olhar. E que olhar!

Ps: O primeiro de vários contos que irei publicar!!!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Homem Primata?

É engraçado como uma pessoa pode mudar com força de vontade. Estou ficando cada vez mais pasmo com algumas atitudes minhas nos ultimos dias. Eu pensei que era incorrigível, o senhor da verdade e mais alguma concepções erradas. Eu pensei que poderia ser dono do mundo mudando todas pessoas com os meus pensamentos. Eu deveria ter ouvido minha mãe quando ela me disse que não mando nem em minhas cuecas.

Quando se começa a viver com frieza as coisas que te abalavam antes não o abalam mais, pra ser sincero, você começa a achar graça disso usando o humor negro ( coisa linda de Meu Deus. rsrsrsrsrs)

Talvez eu fosse muito perfeccionista e pouco consciente do mal que o homem ou mundo faz.

Já dizia a música!

"Você vai morrer e não vai pro céu, é bom aprender, a vida é cruel"

Ser ou não ser? Eis a questão?

Um forte abraço